Furar a orelha de bebês deve ser considerado como uma forma de abuso infantil?

Esse é um ritual bastante comum para as crianças do sexo feminino. Ainda bebês, elas têm as orelhas furadas para colocar brincos e joias especiais escolhidas pelos pais, por “graça” e também para diferenciar meninas de meninos. Alguns países estão começando a questionar esse tipo de atitude, classificando-a, inclusive, como um tipo de abuso infantil.

No Reino Unido, apoiadores da causa defendem que o ato de furar a orelha numa fase tão precoce causa dor e medo nas meninas, sem nenhuma necessidade ou justificativa. Mais de 39 mil pessoas já assinaram um abaixo-assinado que pretende tornar a prática ilegal, de maneira que exista uma idade mínima para furar as orelhas.

Para alguns pais e cuidadores, o alarde é desnecessário, principalmente se tratando de uma “tradição” tão antiga. Isso porque existe a falsa ideia de que os bebês não sentem dor, muito menos no ato de furar a orelha, algo que acontece em poucos segundos. Já se sabe, porém, que as crianças sentem dor mesmo com o sistema nervoso ainda imaturo. Por isso mesmo, elas não entendem ou reconhecem a origem daquela sensação, o que pode tornar o simples ato de colocar brincos como algo traumático.

Outro ponto levantado pelos defensores é o de que colocar brincos em uma menina também funciona como uma violência de gênero, já que o acessório pode ser considerado como um estereótipo da feminilidade, algo imposto às crianças do sexo feminino ainda nos primeiros meses de vida.

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