Como falar sobre divórcio com os filhos

Decidir pelo divórcio nunca é fácil ou absolutamente indolor. Até chegar a esse ponto, o casal passa por uma série de conflitos e desencontros, que desgastam o relacionamento familiar. Mas não são só os adultos que sofrem com a separação: os pequenos também sentem o clima de tensão e angústia da casa, mesmo os recém-nascidos.

Quando eles são muito novinhos, até por volta de um ano, as chances de existir um trauma grave demais, que irá impactar o desenvolvimento de um modo geral, são muito menores. Nem por isso a criança está alheia ao desentendimento dos pais. Os bebês, por exemplo, já conseguem sentir a desarmonia do ambiente e a ausência de um dos cuidadores, seja ele o pai ou a mãe. Com o tempo, é preciso conversar com os filhos sobre essa “lacuna”, para que não se sintam abandonados ou renegados por algum dos pais.

Apesar de não ser fácil, o divórcio é, em muitos casos, a melhor decisão para a família e para os pitucos. É muito melhor que os pais se separem amigavelmente, quando o relacionamento não está completamente deteriorado, do que expor as crianças a episódios de brigas, discussões e crises diariamente, que podem machucar e traumatizar muito mais.

Em primeiro lugar, é fundamental que os pais evitem qualquer tipo de comentário negativo sobre o outro, bem como os demais familiares, como tios e avós. A alienação parental acontece quando um dos lados tentar manipular os filhos, para que qualquer laço afetivo seja destruído. Isso é extremamente prejudicial, pois a criança não é uma moeda de troca, muito menos uma arma para ser utilizada durante a separação.

Ela precisa da referência familiar do pai e da mãe, por isso o convívio deve ser estabelecido, nunca imposto. Antes de decidir qualquer coisa, os pais devem perguntar à criança quais são as preferências dela, com quem ela quer passar o fim de semana e demais detalhes importantes.

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