Andador faz mal para o bebê?

A oferta de andadores nas lojas de produtos infantis é enorme. Existem modelos coloridos, com chocalhos, sinais luminosos e tudo mais que puder encantar uma criança pequena – bem como os papais de primeira viagem. Apesar de ser um produto muito comum, é importante levar em consideração alguns riscos que os andadores podem oferecer aos pitucos. No Brasil, assim como em outros países, o modelo “tradicional” de andador já foi proibido – porém, outros continuam à venda, e ainda causam polêmica entre pediatras e especialistas em desenvolvimento infantil. Com o andador, a criança consegue atingir uma velocidade muito alta, o que a expõe a mais acidentes. E pode acreditar: cair com um andador é a coisa mais fácil do mundo, mamãe! Se o pituco ainda tem uma coordenação motora um pouco atrapalhada, um simples brinquedo no chão ou outro objeto pode se tornar um obstáculo gigantesco, fazendo com que o andador tombe no chão. Numa queda dessas, e em alta velocidade, a criança pode acabar machucando a cabecinha gravemente. Segundo um estudo da, esses aparelhos são responsáveis por pelo menos um caso de traumatismo craniano a cada três crianças que os utilizam. Além disso, o andador não estimula os primeiros passos do pituco. Nesse aparelho, a criança não consegue engatinhar, rolar ou ter um contato maior com o chão. Essas são fases indispensáveis no processo que leva aos primeiros passos. Por isso, é muito mais indicado que os papais deixem os pitucos no chão, soltos do andador, e estimulem por conta própria os passinhos desengonçados deles. Outro problema dos andadores é que eles passam uma falsa sensação de segurança para os adultos. Como os pitucos ficam “presos” ao assento, há essa ideia de que eles não podem se machucar – o que já vimos que é um grande equívoco. Consequentemente, as crianças ficam muito mais tempo sozinhas e sem qualquer tipo de supervisão, algo que aumenta o risco de acidentes em casa.

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